quinta-feira, 22 de março de 2012

O rio


O RIO

Há um rio cuja existência alegra por demais a minha alma.
Em suas águas não posso banhar-me;
À terra alheia pertence, mas do alto de minha pequena colina observo contente seu curso sinuoso.
Isso posso.
Alheio à minha presença, serpenteia soberano pelos vales entre as montanhas;
Ora rio, ora riacho, ora ribeirão...
Em alguns trechos apenas um fio de água corrente e cristalina.
Em suas margens árvores e arbustos curvam-se sobre seu leito.
No seu percurso algumas pedras são facilmente contornadas;
Outras, maiores e imponentes dão algum trabalho, mas inertes, acabam vencidas;
Ainda outras, muito pequenas, seixos na verdade, rolam alegres seguindo a música das águas.
Ao longo das barrancas, inadvertidas flores se desprendem para se refrescar nesse remanso,
E descem iludidas, mas felizes com destino ignorado.
Talvez saibam que esse destino é o mar.
O que importa?
Navegar é preciso, viver é preciso.
Ser feliz é essencial.
Como me alegra observar esse rio...


08/09/2007




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