quinta-feira, 22 de março de 2012

A rosa


           
A ROSA

Apressada, eu já me preparava para abrir o portão quando percebi algo diferente em meu jardim. O ar impregnou-se de mistério; o céu azul verão e a quentura do sol em meu rosto colaboravam, mas ainda assim, depois de uma noite mal dormida, a sensação estranha foi um reconforto. O tédio, a falta de ânimo, a angústia, sentimentos que o senso profissional a custo tentava superar, desapareceram de súbito.
Parei por um instante. Observei um canto, depois o outro, percebi a grama crescida, a cerca desbotada e quando estava desistindo, lá estava ela; ainda ontem era apenas um botão e agora estava ali, esplêndida e linda.
Esqueci o tempo, olvidei a pressa, segurei o momento.
As pétalas cor de rosa natural pareciam de veludo. O sorriso saiu espontâneo, minha alma rejubilou-se e então me aproximei. Inalei demoradamente seu perfume suave e concluí: Deus existe. Não há como explicar algo tão belo, tão frágil e tão perfeito. Sorrindo olhei novamente o céu e entrei no carro imaginando como seria bom entender os Seus propósitos.
Amanhã essa flor tão delicada murchará, suas pétalas secas se espalharão pela terra e se tornarão pó. Hoje, no entanto, uma rosa me fez lembrar que a vida é um presente de Deus. Ela não nasceu em vão; renovou minha esperança e alegrou o meu dia.
Assim somos nós, não viemos a nada e a cada dia fazemos diferença, ainda que não notemos. Então...
“Carpe diem”



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