quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Tocando em frente

Há pouco mais de quatro anos (fevereiro de 2007) enviei para os meus amigos mais chegados o seguinte texto: 

Hoje começo a realizar um grande sonho...

...um sonho que, por vários motivos, adiei por décadas.

Finalmente, no entanto, começo a fazer algo por mim mesma.

Sinto-me rompendo elos de uma corrente que me aprisionou por trinta longos anos.

É como ganhar a liberdade após cumprir pena máxima por...assassinato!

Morte (intelectual, principalmente) de mim mesma.

Palavras fortes? Parece.

Maravilhoso, porém, levando em conta que nesse crime há a possibilidade real de redenção...

Melhor ainda de ressurreição!

Estou renascendo pra vida!

Era o meu  primeiro dia de aula na universidade (PUC/PR) onde eu começava a cursar o primeiro semestre do curso de Letras Português/Inglês. Nada demais, a não ser pelo fato de eu estar próxima a completar meio século de vida e ainda não ter um diploma universitário, apesar da grande paixão que sempre tive pelo estudo e pelo conhecimemento, especialmente das artes e da literatura.
Fui menina precoce, aprendi a ler e escrever aos cinco anos de idade e minha grande alegria sempre foi aprender. Era curiosa e persistente e fazia os adultos perderem a paciência comigo, pois os meus porquês não tinham fim. Para cada resposta eu tinha sempre uma nova indagação.
Contudo, por razões diversas, acabei por abandonar os estudos e essa foi sem dúvida a grande frustração da minha vida. Até hoje não entendo porque demorei tanto pra voltar. Durante alguns anos foi mesmo bastante complicado, casei cedo, tive filhos (4) e trabalhava em tempo integral, mas poderia ter voltado antes. Talvez tudo tenha mesmo o tempo certo pra acontecer. Fato é que, felizmente, num estalo me inscrevi no vestibular da PUC, passei e vivi quatro anos de puro deleite.
Concluí o curso ano passado e no convite de formatura destinado aos mesmos amigos escrevi: 

"Um sonho suspenso é uma promessa de vida que não se concretiza.
Ao retomar meu ideal alguns duvidaram que eu conseguiria, mas você acreditou, me apoiou e me incentivou.
Seu respeito pela minha maneira única de ser, sua companhia, seu sorriso e até o seu silêncio, muito me ajudaram.
Estou formada!
Com amor, compartilho esse momento com você."

Fechei assim, um ciclo da minha vida que não estava programado, mas com certeza tinha que acontecer, eu não seria eu sem esse pedaço.

Estou contando isso tudo pra dizer que no último ano da faculdade para fechar a graduação escolhi como tema do meu TCC (trabalho de conclusão de curso) o tema: Composição Literária - Inspiração ou técnica? e minha pesquisa teve como base as concepções de escrita de quatro dos melhores escritores e/ou poetas de todos os tempos: Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Edgar Allan Poe e Ernest Hemingway.
Fiquei fascinada com todos, mas Hemingway me arrebatou e vejo em seus trabalhos, que estudiosos e críticos insistem em chamar de "escrita simples" e "minimalista", uma certa complexidade que exprimem sentimentos reais e verdadeiros.
Nas próximas postagens mostrarei pra vocês um pouco do mundo maravilhoso deixado  por esses gênios da literatura mundial.





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